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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Dia D. Carlos Drummond de Andrade.

Ah, se eu me chamasse Drummond...


Do Instituto Moreira Salles:
http://diadrummond.ims.uol.com.br/

Criação e comemoração do dia D, dia de celebração da poesia drummondiana. No site oficial tem notícias, eventos e curiosidades sobre o poeta.  
Escolhi entre tantos poemas aquele me faz suspirar como se fosse sempre a última a primeira leitura. Talvez porque eu me sinta um Elefante. Porque minha timidez fez de mim sempre um Elefante que não sabe onde se colocar. E que por isso vive sempre "desloucado", engolindo o próprio coração. E disse Drummond:  

O ELEFANTE
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos moveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
e é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a…

O Palhaço: Filme de Selton Mello. Os Palhaços: filme de Fellini. E as meninices do mundo.

Dois Filmes imperdíveis! A mágica circense narrada com singularidade e maestria. A melancolia e o realismo plástico comungados num lirismo imagético e delicado da narrativa.  Na estréia de "O Palhaço", Selton Mello citou uma frase célebre de Machado de Assis, "a esperança é a meninice do mundo". A frase faz parte do livro "Esaú e Jacó".  Os palhaços de Fellini e os palhaços de Selton Mello esbanjam meninices e experiências de esperança genuína. Um primor!